Faz um certo tempo que eu não escrevo. Quer dizer, no meu recém-extinto blog “Quase 30” eu costumava escrever algumas coisas que acompanhavam os discos que eu disponibilizava para download por lá. Mas pra falar a verdade nunca considerei isso como exercício da escrita, algo que estivesse fortalecendo ou mesmo instituindo um método de escrever. Isso eu fazia muito até cerca de dois anos atrás. Digo isso analisando as coisas que tenho aqui no computador, pois é mais ou menos esse o tempo que estou sem me empenhar em escrever um conto, um poema, uma crônica. Nada, nada e nada!
Não pensem que eu nunca me perguntei o motivo disso. Questionei várias vezes se sei mesmo escrever como quero acreditar. Até hoje nutro seríssimas dúvidas a respeito disso, mas ainda não desisti oficialmente, até porque o principal motivo desse hiato criativo descomunal é a minha preguiça, pecado capital favorito e que estou tentando largar aos poucos.
Ouso dizer isso pelo fato de que nesse ano eu quase não li. O que sempre foi um hábito cotidiano para mim, se tornou uma coisa esquecida desde que saí de meu último emprego, em março. Tenho dezenas de livros em uma lista de espera que não diminui nem um pouco nos últimos meses. Mas como disse, no final do último parágrafo, como parte desse processo de abandono da preguiça, comecei a impor uma rotina de leitura a mim mesmo. Se vai dar certo, não sei. Funcionou nos últimos dois dias.
E eis que surge um motivador a mais, com o desaparecimento do blog que tinha há mais de um ano. As pessoas perguntavam: “E depois que você fizer trinta anos, vai mudar o nome?”. Para que não tivesse que escutar mais esse tipo de indagação, mudei o nome, o layout e até mesmo a animação que tenho pra atualizar. Mais uma vez, eu não garanto uma periodicidade fascinante, mas para mim ele significa um esforço a mais rumo a saída dessa preguiça depressiva pela qual passo já há alguns meses. É uma forma de dizer pra mim mesmo: Porra, ao menos esse compromisso você tem, seu vagabundo!
O título foi tirado de uma postagem em um blog que sempre freqüento. Era uma matéria sobre uma banda e o título era mais ou menos assim: “O monstro que me encanta e assusta”. A princípio não liguei muito, mas fiquei com essa frase na cabeça. Quando veio a necessidade, a frase caiu no meu colo, como um resumo de como enxergo as coisas a minha volta hoje em dia. Pois esse sou eu, sempre encantado ou assustado com as coisas. Encantado com minha doce namorada, com meus amigos, meus discos, livros e filmes. Assustado comigo mesmo, com o passar das horas cada vez mais rápido, com a praticidade de tudo a minha volta, tudo cada vez mais frio, impessoal e exigente. Exigente demais, pra mim.
Explicadas algumas coisas que eu queria explicar pra mim mesmo, vou agora ler um pouco mais, preparar a próxima postagem e tomar café com adoçante.
Não pensem que eu nunca me perguntei o motivo disso. Questionei várias vezes se sei mesmo escrever como quero acreditar. Até hoje nutro seríssimas dúvidas a respeito disso, mas ainda não desisti oficialmente, até porque o principal motivo desse hiato criativo descomunal é a minha preguiça, pecado capital favorito e que estou tentando largar aos poucos.
Ouso dizer isso pelo fato de que nesse ano eu quase não li. O que sempre foi um hábito cotidiano para mim, se tornou uma coisa esquecida desde que saí de meu último emprego, em março. Tenho dezenas de livros em uma lista de espera que não diminui nem um pouco nos últimos meses. Mas como disse, no final do último parágrafo, como parte desse processo de abandono da preguiça, comecei a impor uma rotina de leitura a mim mesmo. Se vai dar certo, não sei. Funcionou nos últimos dois dias.
E eis que surge um motivador a mais, com o desaparecimento do blog que tinha há mais de um ano. As pessoas perguntavam: “E depois que você fizer trinta anos, vai mudar o nome?”. Para que não tivesse que escutar mais esse tipo de indagação, mudei o nome, o layout e até mesmo a animação que tenho pra atualizar. Mais uma vez, eu não garanto uma periodicidade fascinante, mas para mim ele significa um esforço a mais rumo a saída dessa preguiça depressiva pela qual passo já há alguns meses. É uma forma de dizer pra mim mesmo: Porra, ao menos esse compromisso você tem, seu vagabundo!
O título foi tirado de uma postagem em um blog que sempre freqüento. Era uma matéria sobre uma banda e o título era mais ou menos assim: “O monstro que me encanta e assusta”. A princípio não liguei muito, mas fiquei com essa frase na cabeça. Quando veio a necessidade, a frase caiu no meu colo, como um resumo de como enxergo as coisas a minha volta hoje em dia. Pois esse sou eu, sempre encantado ou assustado com as coisas. Encantado com minha doce namorada, com meus amigos, meus discos, livros e filmes. Assustado comigo mesmo, com o passar das horas cada vez mais rápido, com a praticidade de tudo a minha volta, tudo cada vez mais frio, impessoal e exigente. Exigente demais, pra mim.
Explicadas algumas coisas que eu queria explicar pra mim mesmo, vou agora ler um pouco mais, preparar a próxima postagem e tomar café com adoçante.
Um comentário:
hey... hey...
depois de ler esse texto, fiquei com vontande de fazer um blog!
vou tomar coragem. o nome do blog será algo como "fantasias entre realidades"...
enfim... mas, queria dizer mesmo o seguinte: não abandona a escrita não! esse ato de desvelar as coisas por meio das palavras é a pimenta à vida tão encantadora, porém, cheia de sustos e sombras, tb! é no ato de escrever que conseguimos nascer e renascer... vale a pena continuar!
até mais,
Dayane.
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